Exhibition

Clandestinas: my exhibition at Hybrid Art Fair

In August of 2018, the decriminalization of abortion in Brazil was discussed in the Supreme Federal Court, women took over the streets. Shouts, demands, force. Women abort, will continue aborting, the poorest will die. Abortion is a matter of public health and not religion.
In the week of the court decision, I posted on my Instagram a photograph that I took in 2017. ‘Untitled – wire hangers over the soil.’

Em agosto de 2018 a descriminalização do aborto no Brasil foi discutida no STF, as mulheres foram para as ruas.
Gritos de guerra, demandas, força.
As mulheres abortam, vão continuar abortando, as pobres morrem. Aborto é questão de saúde publica e não religião.
Na semana da votação postei no meu instagram uma fotografia que realizei em 2017.
Uma fotografia-protesto pelos nossos corpos.
‘Sem título – cabides de arame sobre terra.’

The Wire Hanger is one of the objects used by women around the world as an unsafe abortion method. Placing it on the soil was a decision not only aesthetic but conceptual because of its strong meaning – the place where our bodies inhabit after death.
I then began to work on the idea of a hangers installation. I picked up hangers yet not quite knowing what the final result would be like. They stayed there on the floor of my studio for several months until I understood the process of this work.
I understood then that It’s a work that does not have a final format, it adapts to the space exposed, as well as the experience of women in the world. I decided to launch the Clandestinas installation during the art week in Madrid at the Hybrid Art Fair, where I also did a performance.
In Clandestinas, as I wrapped the red wool on the hanger I’m symbolic telling stories of women who died from the consequences of unsafe abortion method, victims of an oppressive state.
I use the same wool to photograph anonymous women, I put myself among them because abortion is a matter of all women. The way Clandestinas was presented at the art fair dialogues with the physical space, the bed – deathbed and pain.
Clandestinas is a work that changes according to our history and dialogues with the physical space. I will continue to wrap more hangers and photograph more women until I get to the symbolic number of 200 clothes hangers, so I connect art to reality: more than 243 women die each year in Brazil victims of abortion. Perhaps this work is an endless installation if we look at the statistics numbers of victims in the world.

The installation as presented at the fair is available, please send your enquire to [email protected]

O Cabide de arame é um dos objetos usados por mulheres no mundo todo para praticar o aborto não seguro. Coloca-lo sobre à terra foi uma decisão não apenas estética mas conceitual pelo seu forte significado – local onde nossos corpos habitam após a morte.

Comecei então a trabalhar na idéia de uma instalação de cabides. Coletei cabides ainda sem saber muito bem como seria o resultado final. Eles ficaram lá, no chão do meu estúdio por vários meses, até eu entender o processo dessa obra.

Entendi então que é uma obra que não tem um formato final, ela se adapta ao espaço exposto, assim como a vivência das mulheres no mundo. Decidi lançar a instalação Clandestina na semana de arte de Madrid, na feira Hybrid Art Fair, onde também fiz uma performance.

Na obra Clandestinas, ao enrolar a lã vermelha no cabide eu conto histórias de mulheres que morreram por consequências de um aborto não seguro, vitimas de um estado opressor. Uso a mesma lã para fotografar mulheres anônimas, me coloco entre elas pois o aborto é um assunto de todas.

A maneira como Clandestinas foi apresentada na feira de arte dialoga com o espaço fisico, a cama — leito de morte e dor.
Clandestinas tem como proposta ser um trabalho que se modifica de acordo com a nossa história e dialoga com o espaço físico. Continuarei a enrolar mais cabides e fotografar mais mulheres, até chegar ao número simbólico de 200 cabides, e assim conecto arte a realidade: mais de 243 mulheres morrem por ano no Brasil vitimas de aborto.
Talvez esse trabalho seja uma instalação sem fim se olharmos para a estatística de vítimas no mundo.

A instalação no formato apresentado na feira esta disponível, para adquirir envie email para [email protected]

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